A seguradora ofereceu a FIPE. O terceiro quer mais. E agora?
- Daruca Online

- 9 de fev.
- 3 min de leitura
Você bateu no carro de alguém.
A seguradora fez uma proposta baseada na FIPE.
Mas o terceiro respondeu: “com esse valor eu não compro outro igual.”
Pronto. O desconforto começou.
A pergunta passa a ser inevitável:
se ele não aceitar, eu vou ter que pagar a diferença?
Vamos colocar luz nisso.

O que o seu seguro prometeu fazer
Quando você contratou a cobertura de responsabilidade civil, a ideia era simples:
👉 se você causar prejuízo a alguém, a seguradora assume o pagamento dentro do limite da apólice.
O objetivo é proteger o seu patrimônio.
É para evitar que o problema financeiro vá parar no seu bolso.
Então por que a discussão continua?
Porque existe uma diferença importante entre:
📌 apresentar um valor
📌 e realmente resolver o prejuízo
Se a pessoa recebe a indenização e continua sem conseguir comprar outro veículo parecido com o que tinha antes, para ela a perda continua existindo.
E quando a perda continua, ela pode procurar quem causou o dano.
Ou seja: você.
A FIPE resolve tudo?
Ela ajuda, mas nem sempre encerra a história.
A tabela mostra um valor médio de mercado.
Só que carros reais têm características próprias.
Conservação, revisões, quilometragem, opcionais, procedência.
Dois veículos iguais no papel podem custar diferente na vida real.
Por isso, quando o dinheiro oferecido não recompõe o patrimônio, o conflito pode permanecer aberto.
O que realmente precisa acontecer
A lógica da responsabilidade civil é uma só:
👉 quem sofreu o dano deve voltar à situação mais próxima possível de como estava antes do acidente.
Se isso não acontece, a chance de cobrança continua viva.
Existem outras formas de resolver?
Sim.
Dependendo do contrato, a seguradora pode:
✔ mandar reparar
✔ pagar em dinheiro
✔ providenciar um veículo equivalente
O importante não é o formato.
É o resultado: o prejuízo precisa desaparecer.
O sinal de alerta para o segurado
Se depois da proposta o terceiro ainda está ligando, mandando mensagem ou pedindo complemento, existe risco.
Pode não virar processo.
Mas pode.
E essa incerteza é exatamente o que o seguro deveria evitar.
A pergunta que você deve fazer agora
Guarde esta frase, porque ela muda o rumo da conversa:
👉 com esse valor, é possível comprar outro em condições semelhantes?
Se a resposta for negativa, vale reavaliar.
Ninguém contrata seguro para continuar devendo
A proteção existe para trazer tranquilidade.
Quando a solução apresentada não encerra o problema, é hora de discutir novamente, com base no que foi contratado.
Antes que a conta bata à porta.
Andrea Freitas
Corretora de Seguros
09.02.2026
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