Quanto custa se defender de uma alegação de falha profissional?
- Daruca Online

- 20 de fev. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 24 de jan.
A prestação de serviços intelectuais envolve riscos que não se limitam à execução técnica. Em determinadas situações, o maior impacto não decorre de um erro comprovado, mas do simples ato de ser questionado judicialmente.
Uma alegação de falha profissional — ainda que infundada — desloca o debate do campo técnico para o jurídico. A partir desse momento, tempo, recursos financeiros e energia emocional passam a ser consumidos em um processo que independe da convicção pessoal do profissional sobre a correção do seu trabalho.
A realidade é objetiva: não são apenas os que erram que são demandados. São demandados aqueles que exercem atividades com impacto econômico, patrimonial ou pessoal sobre terceiros.

O custo real da defesa jurídica
Quando uma reclamação é formalizada, a defesa passa a exigir uma estrutura que vai muito além de “contratar um advogado”.
Entre os custos mais recorrentes estão:
Honorários advocatícios especializados
Demandas envolvendo responsabilidade civil profissional exigem advogados com domínio técnico do setor de atuação, do contrato e da dinâmica pericial. Em casos complexos, esses custos se acumulam ao longo dos anos.
Custas processuais e despesas administrativas
Taxas judiciais, despesas cartorárias, protocolos, recursos e incidentes processuais não são pontuais — são contínuos.
Perícias técnicas
Em grande parte das ações, a prova central não é testemunhal, mas técnica. Laudos, assistentes técnicos e pareceres especializados representam um dos maiores custos do processo.
Audiências, depoimentos e impactos operacionais
A defesa exige preparo, comparecimento, reorganização de agenda e, muitas vezes, afastamento parcial das atividades produtivas.
Somados, esses elementos fazem com que uma única alegação possa gerar custos que facilmente atingem dezenas ou centenas de milhares de reais, mesmo quando não há condenação.
O seguro como estrutura de defesa, não como prêmio por erro
O Seguro de Responsabilidade Civil Profissional não existe para “pagar erros”. Ele existe para viabilizar a defesa técnica e jurídica quando a atuação profissional é questionada.
Sua função central é permitir que o profissional:
se defenda adequadamente;
produza provas técnicas;
sustente sua versão dos fatos;
atravesse o processo sem comprometer seu patrimônio pessoal ou empresarial.
A cobertura das despesas de defesa — honorários, perícias e custos processuais — é, na prática, o elemento mais relevante da apólice. É ela que garante condições reais de enfrentamento do litígio, desde a primeira manifestação até o desfecho final.
Estruturas frágeis de proteção: um risco adicional
Na tentativa de reduzir custos, alguns profissionais recorrem a alternativas que aparentam proteção, mas carecem de solidez jurídica.
AssociaçõesFrequentemente prometem “assistência jurídica” ou “amparo”, mas não oferecem acesso transparente às regras, limites, exclusões e capacidade financeira real de suporte.
Apólices coletivasOperam com limites compartilhados entre diversos segurados. Em cenários de múltiplos sinistros, o recurso disponível pode simplesmente não existir quando necessário.
Já a apólice individual estabelece um limite exclusivo, com regras claras, cobertura definida e possibilidade de escolha consciente da seguradora, conforme o perfil de risco da atividade exercida.
Segurança patrimonial e continuidade profissional
Defender-se adequadamente não é um luxo. É parte do exercício responsável de qualquer atividade intelectual exposta a questionamentos.
O custo de uma defesa improvisada pode comprometer anos de construção profissional. A existência de uma estrutura prévia de proteção permite atravessar o conflito com racionalidade, método e equilíbrio — inclusive emocional.
A prevenção não elimina o risco. Mas a ausência de estrutura amplia suas consequências.
Daruca Corretora de Seguros
Conteúdo técnico-institucional sobre risco, responsabilidade e gestão profissional.




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